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Orquestra Afro-Brasileira – Obalouayê!

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Obalouayê! (1957) da Orquestra Afro-Brasileira foi o primeiro álbum do grupo que iniciou suas apresentações em 1942. O maestro Abigail Cecilio de Moura, mineiro, regeu a Orquestra Afro-Brasileira por quase três década. A orquestra foi fundada em 1942 e ele faleceu em 1970. Obaluaye! tem início fantástico com narração de Paulo Roberto apontando características da orquestra, como as são de todas. Entretanto de uma feita de instrumentos africanos e com a cultura ligada a este continente, porém sobre a influência da vida e do cotidiano brasileiro.

Afro BrasileiraBatuques e cantos dão um toque ao mesmo tempo estético e religioso. Nos levam ao sagrado, porém nos traz de volta à história e o caminho da cultura africana sobre nossa sociedade. Abaixo, um texto atribuído à Grégoire de Villanova que conta um pouco a história da Orquestra Afro-Brasileira:

“De que elementos é formada a memória brasileira? Quais componentes estão presentes na vida dessa “jovem” nação de quinhentos anos, que ainda hoje luta para forjar uma personalidade própria?

Durante quase trinta anos o maestro Abigail Moura esteve à frente da Orquestra Afro-brasileira, doando-lhe seu esforço como se fora devoção religiosa. Antes de cada apresentação, agia como um sacerdote rendendo graças, elevando o palco a espaço sagrado. Sem dúvida essa Orquestra é parte importante no resgate da memória nacional.

A Orquestra nasceu em 1942 como um grupo voltado à divulgação da arte e cultura musical negra brasileira. Apoiava-se nos instrumentos de percussão, base da sonoridade “bárbara”, presente a harmonia nos instrumentos ditos “civilizados”: piano, sax, trombone.

Em suas pesquisas, o maestro Abigail incorporou percussivos originais como agogô, adejá, o urucungo, afoxé, atabaques e a angona-puíta… espécie de ancestral em tamanho grande da cuíca brasileira. A escola contemporânea, apoiando-se nos instrumentos harmônicos, seria a constatação da evolução musical dos afro-brasileiros. Aqui precisamos lembrar que a Abolição da escravatura deu-se entre nós apenas em 1888.

A história da Orquestra é marcada tanto pela presença do divino, como por fatos estranhos. Por exemplo, Maria do Carmo – sua cantora oficial, certo dia, ao fim de uma apresentação, teria enlouquecido, jamais voltando a cantar. Figura imprescindível, cujo nome se confunde ao da própria Orquestra, o maestro Abigail Cecílio de Moura, era mineiro e faleceu em 1970. Até o fim de seus dias levou uma vida honrada e pobre, acalentando o sonho de ver sua orquestra retornar ao brilho dos grandes dias. Era copista da Rádio MEC, função que exerceu até sua morte.

A Orquestra despertava interesse por ser considerada “exótica” e muitos iam aos concertos por curiosidade. Sua diversidade musical ia do maracatu ao frevo, jongo, temas do folclore, cânticos de umbanda e candomblé, privilegiando as heranças nagô e bantu, católica portuguesa e a presença indígena”.

Neste link você encontra um link para baixar o LP

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