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A polícia é um poder paralelo, não respeita nem os bombeiros. PQ?

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A crítica reconhece a falta de organização central nas manifestações. O que é legítimo da pós-modernidade e entra em choque com o poder “tradicional”, unilateral, hierárquico e categorizante das organizações modernas como o jornalismo capitalista, o militarismo e o paternalismo. Elas precisam ao máximo racionalizar os discursos, criar narrativas que se aproximem de um texto central, apoiado em bases sólidas de um desejo de grupo minoritário. Na verdade, os grupos de comando têm que acordar para ponderar que essa “guerra” não tem que existir: estamos todos na mesma galé, mesmo que haja um ou outro como líder nato ou escolhido, somos todos frutos de uma só Terra. Não foi simples até hoje fazer essa possibilidade de razão por conta da falta de informação e diálogo, das emoções e claro, da moralidade. Todavia em nossa história, se não fosse possível alcançar acordos – mesmo que na marra, não teríamos a variação de pessoas que apoiam e vivem o ativismo. Aquilo que o capitalismo de consumo e branding nos quis fazer, talvez não tenha colado muito em pedaços, nós, frames, desse emaranhado de discursos. Por isso a fragmentação e dispersão dos discursos, mas que concordam com alguns pontos:

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1 – Esvaziamento do sentido de política – por isso, a R E F O R M A – minha cidade é o terceiro colégio eleitoral de Minas e não tem NENHUM deputado estadual.

2 – Desmilitarização do Estado – se estamos em uma sociedade que tende a ter mais educação e informação, além de se mostrar mais justa na base, na saúde, na economia, na cultura, as armas são as argumentações e as vontades. A burguesia adoçou tanto o povo que não precisa mais de violência para contê-la, tem outros meios para solidificar suas heranças – aí já é outra história.

O Caco Barcelos sofreu o revés de estar associado à Globo. Mas ele iniciou determinado movimento de informação mais justa e sincera na sociedade. O livro Rota 66 aponta exatamente o fruto dessa situação atual. Ainda bem que a Polícia é cega e não entendeu a mensagem.

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3 – Fim de um ciclo midiático – Como resolver a mídia no Brasil? Autonomia regional, participação popular, devem se tornar fundações sem fins lucrativos – podem comercializar propaganda, mas sem que haja necessidade de acúmulo além do necessário. Regulamentação da publicidade estatal para o desenvolvimento de novas mídias. Direcionamento dos recursos para a construção de projetos culturais que ampliem as possibilidades de expressão sobretudo artísticas, das várias camadas e interesses da população.

4 – Reconhecimento da CULTURA como campo decisivo em toda a construção social. A produção de sentidos e trocas são base de nossa civilização. A cultura é produzida e reproduzida cotidianamente. Entretanto, a política estatal e econômica colocam as linguagens artísticas e seus executores em um grau de dependência e comprometimento muito fortes. É preciso haver uma fragmentação do monopólio de divulgação e exibição, além da possibilidade de trânsito facilitado para a troca entre diferentes localidades, desde lugarejos ao reconhecimento cultural local e global de determinadas cidades médias afastadas da mídia em função da setorização em eixos e pólos muito bem delimitados como Rio e São Paulo.

5 – Valorização da simbologia nacional, sem um nacionalismo, mas com um reconhecimento do valor imaterial e biológico da cultura brasileira e latino-americana. Já sofremos e fomos escravizados por todos os outros povos. Hoje, inclusive, até os asiáticos estão nessa. Assim, depois de tanto sofrer, também tiramos algumas lições. A primeira de todas é que não somos vira-latas, mas gostamos e vivemos bem uma vira latisse ou outra, ocasional. A segunda, somos pacíficos nas ruas, mas violentos internamente. Temos que saber lidar com esse impulso de outra maneira que não pela qual minha geração foi criada: vendo filme americano, assistindo novela e torcendo para que o cantor da semana favorito aparecesse no programa do sábado a tarde. Ou que o time de futebol fosse elogiado no programa esportivo.

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Talvez a sensação de benção pela diversidade e aceitação e, porquê não o futebol, foram as categorias que mais deram sentido de pertencimento ao brasileiro, em meio à violência de trânsito entre etapas historicamente grosseiras:

– Naturalidade hedônica e radical > Colonialismo extrativista bárbaro > Império > Fim da escravidão > Urbanização > Ditadura > Neoliberalismo

Dessa forma, o elogio ao bom futebol praticado pela seleção é justo. A possibilidade de se realizar a Copa aqui, também é real. O que deve ser feita é a revisão de todos os contratos, inclusive os legais, principalmente, com a FIFA. Depois desse triunfo, o futebol brasileiro, não necessariamente a CBF, o futebol que representa o Brasil, tem condições de exigir determinadas situações para que o evento não seja apenas um entretenimento na TV europeia ou asiática, mas sim, um território de realização do sonho brasileiro de RECONHECIMENTO de si, que pelo jeito, da maneira como a mídia educou, tangencia muitíssimo o OUTRO, quiçá, primeiro.

Infelizmente nosso povo não teve tanto acesso ao conhecimento coletivo, entretanto, temos algo que de alguma forma compensa e até supera: a sabedoria dos anciões e popular. Além disso, como contivemos nossa força abitolados em relações efêmera, a força juvenil que nos brota em criatividade e ação também é impressionante e isso fará diferença em nosso amanhã.

6* – A aceitação irrestrita e ao menos, social do GAUCHE como essência. “Não precisamos de muito dinheiro, graças à Deus”, temos que viver uma vida livre e sincera, ao lado daquilo que nos é de respeito e direito. A vida do outro, aquilo que a eles competem, que fique com eles. Não temos que alimentar desejos sobre as coisas, são elas que devem vir até nós. É uma mudança de postura coisificada pela espiritualidade latente, até mesmo dos ateus; pela equalização econômica, na qual a classe média já é maior que a soma da classe pobre e da rica; e pela transmissão com mais força do conhecimento através das redes digitais e o que deles se proliferam em sala de aula, mesas de bar, conversas familiares e cotidianas.

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Pensando nesses dias e sobre o crescimento intelectual no Brasil, independente das contestáveis administrações regionais, muitas políticas de base foram postas em prática beneficiando um tipo de cidadania que nunca fora colocada de forma horizontal para a população. Os programas de auxílio alimentação e moradia são puxados por outros inúmeros na área pedagógica. Independente do berço, a questão econômica arrastou realmente milhares para o túmulo. Pela falta de recursos ou pelo excesso deles. Assim, um povo esclarecido de si e do coletivo pode fazer sua própria auto-análise e perceber a necessidade de baixar as armas e os desejos.

Não deve ser difícil ficar sem consumir o supérfluo para quem tanto pode ter e produzir, basta olhar para violência interna, perceber e se reconhecer na sua comunidade, colocando à disposição da construção a força que sempre pareceu dormir para não destruir.

A polícia atacou os bombeiros pq mesmo que estejam sob o mesmo comando, é notório o engajamento social e a própria peculiaridade do corpo de bombeiros. Sua presença na cidade é essencial, da polícia, NÂO!

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* 6 é o lateral esquerdo

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