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A rua é nossa casa | Lapa

Com o tempo a gente vai descobrindo que a casa que habitamos não é aquela na qual moramos, mas todo e qualquer campo. Por isso, ir às ruas trouxe para a casa digital, para as redes sociais, uma verdade que já era implícita, mas fomos mal-educados para ela. A rua é nossa casa. E nela que é necessário que viva a revolução, em suas cozinhas ou nos corredores, nos grandes salões, nos platôs, seja com qual nome o dicionário chamar, importando o que nela acontece como um todo quando o espírito se reúne.

Existe desaprovação, mas também há construção. É pela arte que está e estará, é pela comunicação que será feita, é pelas novas redes que se formam e se formarão, que reviveremos a possibilidade de moldar uma sociedade que seja livre de sua própria coerção – policial, marginal, patrimonial, doméstica, comercial e que de princípio, todos tenham um básico no qual o indivíduo e seus grupos possam ver e refletir em como agir no presente, enxergar o futuro e cultivar o passado, todavia sem que isso seja o impedimento para que outros indivíduos e sociedades possam também ter suas escolhas.

Abaixo, o vídeo mostra a coerção covarde das forças do estado, fortalecida por uma cultura de distanciamento entre o trabalho e ordem pagas e a participação como cidadão. O isolamento do homem dentro do macacão da força faz com ele deixe seu espírito coletivo e passe a ser um instrumento da minoria que está no poder e precisa que ele coaja a população, afinal, só assim, assegurará a continuidade de seu controle. Isso não é correto. A maioria da sociedade quer outras formas de diálogo com o estado, não através do choque. Queremos conversar, ouvir e ver argumentos, ouvir e vê-los nos ouvindo. Eles não são só filhos da puta, pois não é correto dizer que os filhos destas, são policiais.

Covardia na Lapa

Neste sábado, na véspera do que dizem ser o grande dia, passei pela mesma Lapa e Catete e neles observei uma resistência, algo que ao mesmo tempo que parece esgotado, por outro, ainda permanece de pé. O tempo pelas casas que não são mais habitações, transformam o olhar. Não vejo mais como um desarranjo no contemporâneo, mas sim, um alívio, uma beleza no meio de uma cidade cinza e asfáltica. E, hoje, essa é minha arte na rua, minha resistência. Aquilo que sai daqui, vai até lá, e de lá, volta para cá e assim, sucedesse para tantos quanto aqueles que se depararem com lá e com aqui. A rua é nossa casa, a casa da vida.

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