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Virada Cultural – Lado B | Dia

Durante a noite, como vimos no Lado A, a virada que fui testemunha foi composta por surpresas e nostalgia da boa, o som dos Mutantes, os Afrobeats da Nigéria e do Bixiga e o hard sideral do Man or Astro-Man, me levaram para um tempo-espaço ancestral. Com toda a carga mística da madruga, depois de toques de Morphine, o domingo começou quente com o White Denim e a fúria do Suicidal Tendences.

Confesso que estava dormindo exatamente sobre essa barulheira toda. Mas isso foi compensador. Deve ter tido reação inversa ao espírito. Acordei às 11h30 e consegui acesso ao cercadinho do Titãs. A comemoração pelos 25 anos do Cabeça Dinossauro e, em SP, foi fenomenal. Os caras estavam empolgados e mostraram uma coisa fundamental: apesar do som ser algo bem Titãs, as letras e a poética nunca deixaram de criticar e exasperar as condições ridículas de nossa vida cotidiana imersa em meio à corrupção política e moral. Falam da crise do capitalismo selvagem há mais de duas décadas e agora, as coisas tão fazendo muito sentido. Eles saíram dos esgotos de São Paulo com a letra e a ordem na ponta da língua. Os caras levaram isso no sangue e mesmo os álbuns recentes tiveram o apelo que contraria a lógica dos domingos e das rádios brasileiras.

Não são titãs atoa, deram-me aulas – aliás quantas em que o professor de geografia, literatura, português e até na faculdade. É do Cabeça Dinossauro aquela que diz que a televisão me deixou burro, muito burro demais. Em 1986! Tínhamos poucos canais, toda a programação era enlatada, mas nada comparado aos 25 anos seguintes. Uma criança se mataria de tédio se voltasse 20 anos no passado e ainda assim, eles estavam falando o que hoje, felizmente, a mídia antiga vêm falhando.

À tarde, migramos para a Júlio Prestes onde BNegão e Yellow P. substituíram as ausências dos Toots and The Maytals e Abyssinians. O interessante foi que mesmo com o pessoal de palco do do próximo show presente, os caras não pararam de mandar o sound system. Yellow P. resistiu guerreiro até o último microfone ser desligado. B-Negão sempre recebendo gente bacana.

GIL

Fiquei bastante emocionado com Woman no Cry e a homenagem ao velho rei Bob. Entretanto, fiquei também decepcionado com as canções românticas que abafaram o #VetaDilma. Triste, apesar de saber que o dinheiro é maior que Deus, como diriam os Titãs, ainda tinha esperança de que nosso ex-ministro pudesse conclamar as massas e não, seduzi-las… enfim, coisas da vida.

Segue mais algumas fotos do pessoal da virada! Até ano que vem se o ano tiver!

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