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Urgente | Casa da Lapa

No dia internacional da mulher tinha visto essa obra-protesto contra a “mulherzinhação” da ideia e da identidade da mulher. Ontem, surpreendentemente, a vi! Ela estava na casa da Lapa, uma residência criativa onde ebolem projetos, produção e linguagens. A casa é dividida por 18 artistas que a utiliza como oficina, atelier, galeria, sala de aula e moradia. Conheça o blog da Casa da Lapa e saiba mais.

Ponto de encontro da convergência colaborativa, ali (con)vivem roteiristas, fotógrafos, artistas visuais, ativistas, produtores e mentescorpos de várias áreas ou multiáreas que se tangenciam, permitindo relações e construções coletivas. Neste último sábado, 17, a casa foi mais uma vez aberta aos forasteiros bem-vindos.

Os fragmentos de vida na metrópole são meritórios. Eles devem ser discutidos e revividos, não apenas no trânsito, no trabalho, na indignação diante a notícia ou pela missa e pela massa. A coletiva “Urgente” ocupou boa parte dos vários ambientes e propôs em sua discussão, o tempo das prioridades, das particularidades, das lembranças e mesmo da criação coletiva de novas percepções. Ali, via-se um passar, mas também, um chegar do tempo em que é permitido que o sujeito interfira na cronologia da própria estadia, na construção social, no que e como agir.

A cidade e a vida são urgentes. Entretanto, o tempo, dominado pela lógica incerta pela qual somos educados, é commoditie do capital. A imunidade que a arte possibilita é ter senha para cruzar fronteiras que vão além da superfície, que penetram em outros mundos com outros tempos ou mesmo, ausência dessa entropia.

O artista, o proponente, pode muito bem sacar de seu espírito impressões suas de como são ou deveriam ser as coisas. Todavia,  nem sempre, o poder dessas ideias pareceu ter tamanha amplidão que se desvincule do que é visto e passe a ser da ordem do que é pensado e do que é feito. Alguns dos trabalhos de Urgência se relacionavam a subjetividades e objetividades da vida cotidiana, onde nem todos tem voz ou saco para levantar suas posturas ou mesmo, reclamar pelos demais. Artistas, antes mesmo de fazer dinheiro, é bicho inquieto que precisa gritar e tem como caminho a pressão daqueles que possuem visão, mas não se vêem livres para falar bem alto o que sentem e o que desejam da vida, das pessoas, de si.

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